Produto âncora  ·  até 10 MW  ·  Portugal e Espanha

Zero Desvios.

Um produto que faz uma coisa: tira o desvio da conta do produtor e põe-no na nossa. Sem serviços de sistema, sem partilha de receita de mercado, sem complexidade contratual.

A base de cálculo

Produção reconhecida.

O produtor não é pago pela energia injetada. É pago pela energia que o ativo teria entregue, calculada a partir de um sensor instalado na central: piranómetro no solar, anemómetro no eólico. É o termo que os contratos internacionais designam por deemed energy.

A função que converte a medição em produção é ajustada com o histórico da própria central. Não é uma curva de catálogo nem um P50 de projeto — o P50 só entra como recurso, por período limitado, em caso de avaria, deriva ou dúvida sobre o sensor.

Consequência

A produção deixa de depender da rede

Passa a depender só do recurso. É essa mudança de referência que permite tudo o resto.

Redundância

O sensor é a fatura

Por isso em centrais maiores há rede de sensores com redundância, e a limpeza e a calibração são matéria contratual.

Apuramento

Uma semana, não meses

O desvio apura-se ao fim de uma semana. O relatório mensal fecha a conta e mostra o coeficiente em vigor.

A garantia de confiança

Verificável quer dizer
que refaz a conta sozinho.

Uma referência de faturação controlada por quem paga só funciona se quem recebe a puder reconstruir. Quatro requisitos, todos contratuais.

Paragens e cortes

Duas coisas diferentes,
e só uma está garantida.

Decisão nossa

Paragem voluntária

Tipicamente com preço negativo, quando injetar custa dinheiro. É uma decisão de gestão nossa, e está coberta: a energia é medida no sensor e continua a ser paga.

Imposição da rede

Corte de rede

Uma restrição do operador de rede, externa a este contrato. A garantia cobre o que nós decidimos, não o que o operador impõe: sem capacidade de conduzir a central à distância, esse risco é do produtor.

Garantias de origem

São do produtor

Emitem-se sobre energia real. Nas paragens que nós decidimos, repomo-las em certificados ou no seu valor, independentemente de nos ter entregue a venda das restantes.

Qualificação

O que é preciso ter.

Três condições. Capacidade de condução à distância da central — sem ela não podemos parar quando o preço é negativo, e o desvio volta a ser do produtor. Histórico de produção suficiente para ajustar a função de conversão. E acesso ao local para instalar e manter a estação meteorológica.

E onde não encaixamos.

Um PPA físico em pay-as-produced dá ao comprador direito à energia fisicamente produzida. Se reduzirmos a injeção, o produtor incumpre, e o efeito é agressivo — compensação, ou energia de substituição comprada nas horas caras.

Há duas saídas, e ambas funcionam. Estender ao corte por decisão de mercado as cláusulas de deemed generation que o PPA já tem para cortes de rede — o comprador não perde valor esperado. Ou trabalhar apenas sobre a parcela não contratada, que na maioria dos PPA existe. Nos PPA financeiros não há entrega física; basta verificar sobre que volume liquidam.

«Tem PPA? De que tipo? Sobre que percentagem?» é pergunta de primeira reunião, não de diligência devida.

Portugal e Espanha

O mesmo produto,
dois sistemas.

A referência é o sensor, a função é ajustada ao histórico da central, e o desvio é nosso — dos dois lados da fronteira. O que muda é o sistema de liquidação em que o ativo está inscrito, e por isso o perímetro é nacional: não há compensação de desvios entre Portugal e Espanha.

A wattimize está em processo de habilitação nos dois mercados. Até estar concluído, o acesso é assegurado pelo Grupo Gesto Energia, que opera em Portugal desde 2008 e é um dos poucos BSP independentes registados na REN.

Quanto lhe custou
o desvio no ano passado?

Indique a potência, a tecnologia e o enquadramento contratual. Analisamos o histórico separando o efeito meteorológico do efeito de despacho, e quantificamos o número — antes de haver proposta.