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Ativos intermitentes

Solar.

O erro de previsão solar não é uniforme: concentra-se em regimes de céu específicos e em horizontes específicos. É aí que se decide a receita de uma central.

O problema

Num dia limpo o solar é fácil. O dinheiro perde-se nos outros.

O desvio relativo mediano de uma central solar por quarto de hora é cerca de 2,4 vezes maior em céu nublado ou instável do que em céu limpo. Medido nos desvios por unidade de liquidação em Portugal, passa de cerca de 11% para cerca de 26%.

Há uma armadilha nesta leitura: em somas diárias o efeito inverte-se, porque o nível e a compensação interna escondem a variação. Só se vê medindo por quarto de hora, normalizado pelo programa. Quem não faz essa separação calibra o modelo no dia errado.

Um segundo termo é ainda menos visível. Entre a previsão com que se fez a oferta no diário e a previsão atual há uma deriva — e essa deriva é observável antes do fecho do intradiário.

O que fazemos

Condicionar ao céu antes de decidir.

O modelo de recurso solar é condicionado ao regime de céu, ao preço esperado e ao horizonte, antes de qualquer decisão de mercado. Em céu limpo a distribuição fecha; em céu instável abre. A decisão vê a distribuição certa em cada caso.

  • Distribuição, não ponto. A previsão entregue é uma distribuição por quarto de hora. Um valor central sozinho não chega para decidir sob custo assimétrico.
  • Parametrização física da central. Potência de ligação, relação DC/AC com perdas, e perfil de recurso segundo a curva — fixo ou seguidor. O clipping aparece como patamar ao meio-dia e é modelado como tal.
  • Deriva entre vintages. A diferença entre a previsão do diário e a previsão corrente é tratada como sinal próprio, não como ruído.
  • Ajuste ao histórico da própria central. A conversão medição→produção sai da série da central, não de uma curva de catálogo. Recalibra mensalmente, só com horas sem setpoint.
Deemed energy

O sensor é a referência.

O piranómetro instalado no local mede o recurso. A função de conversão transforma essa medição na produção que o ativo teria entregue. É sobre esse número que o produtor é pago — produção reconhecida, deemed energy nos contratos internacionais.

Isto muda a natureza da previsão. Deixa de ser um serviço repercutido ao produtor e passa a ser o nosso principal input interno e a principal alavanca de margem. Cada ponto de erro corrigido é margem.

Como funciona a produção reconhecida

Contacto

Avaliação preliminar de um ativo.

O histórico da central é tratado com distinção entre o efeito meteorológico e o efeito de despacho, com quantificação do resultado.