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Como operamos

Da avaliação técnica ao relatório mensal.

O percurso de integração de um ativo tem quatro fases. Nenhuma delas depende de investimento significativo do lado do cliente.

Fase 1

Avaliação técnica, sem custo.

Antes de qualquer contrato, analisamos o ativo: potência e tecnologia, ligação à rede, SCADA existente, instrumentação meteorológica disponível, histórico de produção e enquadramento contratual em vigor.

Desta avaliação resulta uma indicação do que o ativo pode captar, em que mercados, e o que é preciso fazer para lá chegar. É um documento, não um compromisso.

Fase 2

Ligação e telemetria.

A participação em serviços de sistema exige que o ativo possa ser conduzido à distância e monitorizado em tempo real. Na maioria dos casos isso resolve‑se com um gateway ou RTU instalado junto do PPC existente, sem intervenção na central.

  • Gateway ou RTU — instalado pela engenharia do grupo, integrado no SCADA existente
  • Telemetria — leituras em tempo real para o centro de comando
  • Estação meteorológica — piranómetro ou anemómetro, quando o regime de produção reconhecida se aplica
Fase 3

Habilitação junto do operador.

A unidade é apresentada à REN e submetida aos ensaios de controlabilidade exigidos para cada serviço. A habilitação é feita por nós, na qualidade de BSP; o cliente não interage com o operador de sistema.

Consoante a dimensão e a tecnologia do ativo, a habilitação pode ser individual ou por agregação com outros ativos do mesmo perímetro.

Fase 4

Operação diária.

A partir da entrada em operação, o ativo é nomeado e oferecido em cada sessão de mercado, com ajuste ao longo do dia. As decisões de oferta e de despacho são preparadas pela wattimize e executadas pelo nosso centro de comando.

  • Mercado diário — nomeação em D−1, com previsão recalibrada mensalmente
  • Intradiário — ajuste em cada sessão à medida que a previsão melhora
  • Serviços de sistema — oferta de banda e energia de mFRR e aFRR
  • Ativações — executadas em tempo real, com reposição automática

O relatório mensal

No final de cada mês, o cliente recebe o que foi oferecido em cada mercado, o que foi ativado, os coeficientes de conversão aplicados e a liquidação correspondente. Os dados de mercado são públicos e a conta pode ser refeita.

Uma condição

Sem condução, o regime é outro.

Vale a pena ser explícito: os regimes que garantem receita em períodos de redução pressupõem que o ativo possa ser conduzido. Quando não existe essa capacidade, aplica‑se o regime geral dos desvios e o ativo é representado, mas não pode prestar serviços de sistema.

Contacto

Falar connosco.

Para uma avaliação, indique o ativo e o enquadramento contratual em vigor.