Quem consome em média ou alta tensão tem flexibilidade real e não tem quem a leve ao mercado. A banda fixa fixa o custo, absorve o desvio, e leva essa flexibilidade a mFRR.
Uma instalação em média ou alta tensão compra energia indexada, paga potência contratada, e tem processos que podem deslocar-se no tempo sem afetar a operação. Essa flexibilidade não chega ao mercado porque falta o estatuto e a operação que a levem lá.
O custo dos serviços de sistema repercute-se na fatura de quem consome. Os encargos de regulação subiram mais de 60% entre 2023 e 2025. Fonte: REN.
Acorda-se um perfil de consumo de referência e uma banda de tolerância. Dentro da banda, o custo é o acordado e não há desvios a suportar. O timing, os ciclos e a gestão do desvio ficam do nosso lado.
Acima disso, a flexibilidade que a instalação consegue oferecer é levada a mFRR e o resultado é partilhado.
Indústria em MT e AT. A referência é o baseload acordado, com tolerância. Processos deslocáveis, frio industrial e autoconsumo entram no mesmo perímetro.
Mobilidade elétrica. Num hub de carregamento a referência não pode ser baseload: é a energia entregue aos veículos, que é o número que o operador já mede e factura. Garantimos custo por kWh entregue, com banda de volume. O maior motor de valor é a potência — achatar a ponta reduz potência contratada e pode evitar ou adiar um reforço de ligação, que é investimento e não exploração. Nem todos os pontos valem o mesmo: um depósito de frota com dez horas de janela para duas de carga é flexibilidade quase perfeita; um corredor de alta potência com sessões de vinte minutos tem o valor todo na bateria e na ponta.
Telecomunicações. Uma torre é praticamente baseload, plana e previsível — o caso ideal da banda fixa. Cada site tem um banco de baterias de backup praticamente sempre ocioso, já comprado e ligado, e telemetria centralizada já instalada. Aqui a agregação é o produto: um site são alguns kW e não faz oferta nenhuma; milhares de sites são dezenas de MW e a dispersão geográfica torna a carteira mais fiável que um ativo único. A bateria só entra acima de um nível de reserva fixado por contrato, e fica fora do mercado com alarme de rede, meteorologia adversa prevista ou manutenção. A autonomia é compromisso de serviço e não se toca.
Não financiamos nem instalamos equipamento do cliente. Não trocamos baterias, inversores ou hardware em troca de direitos de flexibilidade. O estado do equipamento é critério de qualificação, não uma oportunidade de investimento nossa.
O que vendemos é otimização, gestão de desvios, representação e acesso a mercados.
Para uma avaliação, indique o ativo e o enquadramento contratual em vigor.